Seleção de vinhos argentinos na adega do Verdot Wine Bar

Que vinho provar da Argentina: um guia para começar

A Argentina é muito mais que Malbec. Este é um guia curto para saber o que pedir —e por quê— de acordo com o que você gosta de tomar.

13 de junho de 2026

Se você está em Buenos Aires e quer entender o vinho argentino sem se perder em uma carta de centenas de rótulos, este guia é para você. Não é preciso ser especialista: basta saber o que procurar. É isto que costumamos sugerir no balcão do Verdot.

Comece pelo Malbec, mas não pare por aí

O Malbec é a uva símbolo da Argentina e por boas razões: em Mendoza, e sobretudo na altitude do Valle de Uco, dá vinhos de fruta intensa, taninos macios e muita personalidade. É um ótimo ponto de partida.

Mas o país tem muito mais a oferecer. Depois de provar um bom Malbec, vale a pena explorar.

Tintos para continuar descobrindo

  • Cabernet Franc: talvez o tinto que mais cresceu em prestígio nos últimos anos. Elegante, com notas herbáceas e especiadas. Se você gosta de tintos com frescor, comece por aqui.
  • Bonarda: a “outra” grande uva argentina, suculenta e gulosa, perfeita para uma refeição sem pretensões.
  • Cabernet Sauvignon e blends bordaleses: estrutura e guarda, ideais para um jantar com carnes.

Brancos e rosés que surpreendem

  • Torrontés: o branco aromático mais típico, sobretudo o de Salta (Cafayate), onde os vinhedos de altitude lhe dão flores, frescor e um final seco.
  • Chardonnay de altitude: no Valle de Uco você encontra Chardonnays com tensão e mineralidade que pouco têm a invejar dos clássicos do mundo.
  • Espumantes: a Argentina faz ótimos espumantes pelo método tradicional. Um grande aperitivo para abrir a noite.

As regiões, em uma linha

  • Mendoza: o coração do vinho argentino. Malbec, Cabernet Franc, Chardonnay.
  • Salta (Cafayate): vinhos de altitude, Torrontés e tintos concentrados.
  • Patagônia (Río Negro, Neuquén): Pinot Noir e Merlot mais frescos e elegantes.

Como provar vários sem errar

O melhor conselho: peça por taça. Assim você percorre regiões e uvas em uma só sentada, compara um Malbec de Mendoza com um do Valle de Uco, ou cruza um Torrontés de Salta com um Chardonnay de altitude.

Se você quiser que alguém o guie nesse percurso, uma degustação com sommelier é a forma mais rápida de entender o vinho argentino. Deixamos os detalhes abaixo.